Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

injusta

Os anos passam, e tudo continua igual.

Não era suposto a vida evoluir ao longo do tempo? O ser humano evoluir? Não é essa a lógica que acompanha cada ser vivo? A mutação ao longo dos anos, a mudança. Então, porquê que eu sinto como se nada tivesse mudado? O tempo não passou, a minha vida não mudou, o meu ser não evoluiu, porquê? Será que algum dia encontrarei resposta a uma pergunta tão complexa quanto esta?
 
Vejo-me a olhar para trás, a ver o que fui e a comparar com o que sou – na verdade, são poucas as coisas que mudaram. Outros seres humanos foram e vieram da minha vida, uns ganharam asas e voaram para longe, outros porém, voltaram de uma viagem pela qual se aventuram à muito tempo, e eu? Eu cá continuo, sempre a mesma, com os mesmo pensamentos, as mesmas dúvidas, a mesma dor… pouco mudou em 3 anos, pouco ou nada evolui.
 
Começo a cansar-me desta monotonia que me assola, destas sombras que me perseguem, desta dor que não sai. Eu tento, mas nada dá resultado! Quando acho que as coisas estão finalmente a mudar, sinto que não há nada que me faça voltar a sorrir como fez. As tentativas começam a esgotar-se…
 
Sinto falta de tudo o que fui, e desprezo tudo o que sou. Quem me olha agora dirá que esta tudo bem, mas como se enganam! Estou tão farta de fingir um sorriso, tão farta de tentar mostrar algo que não sou. Quero gritar ao mundo o quanto o odeio, quero esquecer toda a dor que me magoou, quero esquecer todo o sofrimento que me tornou em quem sou hoje. Quero poder voltar a rir com gosto, quero voltar a confiar, a chorar – mas tudo o que eu quero, não passa disso, de um querer , porque a vida nunca é como queremos.
 
Das poucas coisas que em mim mudou, foi o meu coração. Se antes era quente e acolhedor, agora não passa de uma pedra gelada que nada aquece. O que antes me faria chorar, não faz… simplesmente deixei de ter emoções suficientes para me deixar a chorar ou a sorrir com a alma – deixei de tentar ser feliz, e passei a sobreviver. Não tenho vontade nem de respirar, mas não posso deixar de o fazer, seria demasiado injusto para a pessoa que mais me ama no mundo.
 
Não sou feliz, nem sei o que preciso para o ser. Sei que os fantasmas do passado não me deixam, e sei que isso é, em parte, a causa da minha dor. Sei que sou fraca, e sei que sou forte – sei que nada faz sentido, sei que sou injusta. Ma sei também, que não aguentarei por muito mais tempo esta mentira em que vivo.
 
Não aguento mais fingir o que não sinto.
 
É tão injusto para as pessoas que estão na minha vida agora, chego a ser tão patética. Mas nada parece certo, nada parece real – porquê que tenho a sensação que não passa tudo de uma mentira?! Que mais tarde ou mais cedo me vão deixar?! Porque?! E o pior de tudo é que, das duas maneiras, eu sofro… uma por não conseguir acreditar ou confiar, e ter medo de sofrer, e outra, porque já sofro realmente com todas estas inseguranças e perguntas sem resposta.
 
Quero ser o que era, e ter o que tenho.
Scribbles Meddlyn às 03:41
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