Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

Festejar? O quê em concreto?

 

Como é possivel uma data de aniversário ser tão triste, e tão dolorosa? Nunca pensei vir a sequer dizer uma coisa destas, muito menos vir a sentir esta dor tão forte... Mas é verdade é que o digo, e pior de tudo é que o sinto.

Por norma, os meu aniversários sempre foram algo divertido, eu era daquelas miudas que ficava meses a prepara-lo; estudando qualquer dos promenores que fosse!! Mas agora? Tudo mudou, e a magia se dissipou.

 

Sinto-me sozinha, triste e sem vontade de continuar... Peço para que ninguem me deseje os parabens. Na realidade vao dize-lo para que? Nem eu me sinto orgulhosa de ter nascido, não vale a pena as congratulações por algo tao escuro e sem sentido. Parece que a minha vida acabou à precisamente 3 anos atrás; quando me separei de seres que me faziam sorrir, e fugi para um poço sem fundo onde nao econtro mais a solução... É tão estupida esta situação, e esta dor!!

 

Dor, e como doí! Não existem palavras capazes de conseguir explicar a dor que sinto dentro de mim; nem mesmo as lagrimas que escorregam pela minha face são o suficiente para me fazer libertar desta escuridão que assola cada pedaço da minha alma.

... como eu não dava para ter um gira-tempo, para que pudesse voltar atrás, e fazer com que o tempo parasse ali mesmo: no meu belo passado.

 

A minha vontade é fechar-me no meu quarto, e nunca mais voltar a sair. Dizer a todo mundo que cansei de vez, e que não quero ver nem ouvir falar de mais ninguem; serei egoista? Com certeza, mas a dor é demasiado forte para que um simples ser humano tão fraco como eu o carregue nos ombros, como se de uma pena tratasse. A unica coisa que sei, é que a vontade de fugir é maior que tudo.

 

Ninguem me entende, ou pelo menos, não tentam faze-lo. Doi-me imenso sentir que todos desistiram de lutar por mim, mas depois que penso melhor vejo que seria ago de se esperar; já nem eu luto por mim, deixei morrer a minha alma na monotonia da escuridão; deixei que o meu corpo se habituasse ao conforto da cama, deixei que os meus olhos se acostomassem ao negro de toda uma vida destruida. Agora sou um corpo que apenas rasteja quando a obrigam, que é levada por impulso de seres que nem sabem o que estao a fazer.

 

Caí na merda? sim caí, se tenho alguem que me tenta ajudar? Talvez, mas fazem-no como se fossem os reis da razao, e nao tentam, nem querem tentar, me entender; entender a minha magoa e a miinha dor.

 

... tudo tão deloroso. tudo tão... doí tanto!!

 

Scribbles Meddlyn às 00:52
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1 comentário:
De Chikkushou a 19 de Maio de 2008 às 16:14
Não penses assim! Pensar assim não "nós" leva a lado nenhum.
Pensar na merda que a "nossa" vida é não fale a pena.
Eu sei que isso doi!
Ainda por cima no "nosso" aniversário.

Fica bem *.*


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