Sábado, 10 de Maio de 2008

“SOCIEDADE DE NOJO SEM VALORES”

Acho que já estou tão habituada ao facto de começar todos os meus textos por “Estou farta”, que já não me incomodo com tal coisa. No começo, irritava-me comigo própria por não conseguir inicia-los por outras palavras; mas agora? Caí no comodismo, é assim que sinto, é assim que é a realidade. Para quê que vou arranjar eufemismos? Não existem razões para mascarar a verdade, esta sociedade já tem as verdades todas elas mascaradas de formas mais ridícula e insensata; sendo eu um ser humano, apesar de não me considerarem como tal, que está sempre a criticar essa tal “nova sociedade de nojo” não vou, com certeza, cair no mesmo erro, e abdicar da minha liberdade de expressão, e digo-vos desde já que o 25 de Abril já foi à precisamente 34 anos, apesar de agora ser necessário outro para revolucionar as mentes de certos criaturas que se acham no poder de impingir as suas ideias, e idealismos a outros seres.

 

Pois bem, o meu espírito crítico voltou, pensei que tivesse morrido com a minha alma, mas parece que me voltei a enganar. Talvez os últimos acontecimentos tivessem feito com que renascesse, só sei que a minha vontade é de explodir com tudo.
Já devem ter ouvido falar, com certeza, do último ataque de alguns seres desprovidos de inteligência; pois bem, face a isso já muito falei, não aqui mas noutros lugares onde o assunto era debatido. Se fiquei espantada? Não, de certeza que não. E porque? Ora, porque além de não ser a primeira vez que tal acontece, já se estava mais que à espera que se voltasse a repetir. Como já tantas vezes citei, a sociedade de hoje em dia só possui duas hipóteses: ou te sujeitas ao que os outros querem, idealizam, desejam, gostam, e bem que matas para sobreviver; ou te tornas o elo mais fraco, pronto a ser abatido, tal e qual como na selva, e acabas por morrer nos braços do mais forte…
É assim a nova sociedade, uma espécie considerada civilizada e inteligente, que torna tudo numa selvajaria tremenda, chegando a ser pior que a própria selva; e porque? Porque os animais matam para sobreviver, e nós humanos, mata-mos por prazer, por deleito, por desejo de sangue humano. Não é isto tudo uma vergonha!! Digam-me, posso estar eu tremendamente enganada, mas pelo que vejo, hoje em dia ninguém tem decência na sua vida; tentam a todo o custo ser sempre melhor que os outros; a competição está em TODO o lado, e quando digo TODO, é mesmo isso.
Não compreendo como é possível, alguém achar que age bem ao cometer actos de tal fatalidade; meu deus, quem somos nós para impingir as nossas ideias as outros? Quem seremos nós para obrigar seres humanos, com mente própria, a gostar de coisas que nós e a nossa personalidade, gostam e apreciam.
Pessoalmente, nunca tentei obrigar alguém, nem psicologicamente nem fisicamente, a apreciar algo que eu apreciava; muito pelo contrário, sempre me limitei a dizer: “Sim ok! Não gostas, tudo bem”, mas pelo contrário, eu sempre fui obrigada a gostar do que os outros gostavam, e a agir como eles; se não tinha vontade própria? Tinha pois, mas quando somos uma só pessoa a lutar contra um batalhão, a guerra fica perdida e, como sempre me disseram, “os amigos querem se perto, mas os inimigos querem-se ainda mais perto”; pois é, a decadência da sociedade é essa mesma;
Durante anos, a minha ingenuidade falou por mim, e apenas “comia e calava”. Quando resolvi revolucionar, as coisas correram mal e durante um ano sofri todas as consequências de ser diferente; depois daí: parei de tentar, e de lutar. No ano a seguir, juntei-me aos meus opositores, abanava com a cabeça, e dizia que sim a tudo. Cobarde? Sim fui, e muito. Ainda sou, na realidade limito-me a fechar os meus desejos, gostos, e idealismos dentro de mim; e porque? Porque acima de tudo, sei que sofreria ainda mais, e ninguém gosta de sofrer; além disso, tornar-me-ia num alvo a abater e, pessoalmente, não quero dar o gosto a nenhum desses seres humanos de limparem as mãos com o meu sangue, sangue esse criado pela minha mãe e pelo meu pai, que tão bem me querem, e me educaram.
E agora, perguntam, se és assim tão cobarde, por alma é que e revolucionas aqui que ninguém te conhece? Ora, resposta plausível, as grandes revoluções começam por anónimos que tentam chegar à consciência das pessoas, admitindo os próprios erros, é isso que eu faço; tento chegar à mentalidade de vocês, seres humanos, que como eu não se sentem à vontade com isto tudo que se passa à nossa volta. Fisicamente, não me sinto preparada para sair para a rua com um cartaz, e gritar “SOCIEDADE DE NOJO SEM VALORES”, mas existe sempre alguém que, ao contrário de mim, cometerá essa proeza. E com certeza, eu me juntarei a ele.
Para começar, é preciso um empurrão; eu não o tenho, mas posso dá-lo. Primeiro, mudamo-nos a nós mesmo, transmitimos a nossa visualização aos outros, tentamos apelar à consciência, e depois, é esperar pela mudança.
Primeiro nós, depois os nossos chegados, depois a escola, em seguida a cidade, depois o país, e finalmente o Mundo. Não vamos dar a sociedade por perdida, vamos tentar mudar; nem que seja apenas para o bem da geração seguinte; mas pelo menos faremos algo de jeito. Como houve o 25 de Abril, agora poderá haver o 25 de Abril segunda geração!!
Pensem ;P
Scribbles Meddlyn às 14:44
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1 comentário:
De Titarmi a 14 de Maio de 2008 às 19:53
Axo k precisas de um beijinho, tas farta de tudo! prexidas de um abraxo, carinho, ....donzela tem calma com a vida, minha!

Vá anda lá, vai , começa agora os posts com, "Olá, tou bem"....


..... Bjs da Tita



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