Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

Aceito Sugestoes.

    No centro de Londres, uma jovem de 16 anos sentada num canto do seu quarto chorava baixinho, como se não se passa-se de um pequeno sussurro vindo lá de fora, o espaço onde a jovem estava era relativamente pequeno, as paredes eram pintadas de laranja e preto alternadamente; encostado a uma dessas paredes pretas, encontrava-se uma cama de solteiro com uma colcha em laranja onde era visível alguns desenhos desconexos em preto, por cima da colcha repousavam duas almofadas de cor preta, e um pequeno boneco já decrépito, pelo passar do tempo. Perto da cama existia uma instante repleta de livros, e dossiers enormes, do lado oposto estava uma mesa de estudo coberta de folhas soltas, e livros abertos, o portátil da jovem estava ligado perto dela. Uma das mãos da jovem mechia, equanto a outra estava escondida por debaixo do seu cabelo, fazendo mudar consoante ela queria as fotos de um jovem esbelto. A cada minuto que passava a jovem chorava cada vez mais alto, abafando agora todo o barulho que se podia fazer lá fora.

    Num gesto desesperado, a jovem arremessou contra a parede, um objecto preto, e desatou a gritar – EU AMO-TE TANTO, porquê? Eu pedi-te para não me fazeres sofrer!! - como se isso lhe pudesse aliviar a dor que sentia naquele momento. Passado alguns segundos a jovem adormeceu, com a sua cabeça encostada à colcha da sua cama, os joelhos juntos ao corpo, numa posição fetal, e as lágrimas a escorrerem-lhe pela face.

    Samantha era uma jovem alta, e com uns longos cabelos pretos e encaracolados, frequentava agora o 12º ano e encontrava-se em fase de exames. Pela 1º vez, ao fim de um mês inteiro de tranquilidade, Samantha havia se sentido completamente perdida.

    Já eram 17:05 quando a jovem finalmente despertou, levantando-se muito preguiçosamente,Sam olhou à sua volta e viu o que fizera, não se importando minimamente com isso, caminhou muito calmamente até o sítio onde o objecto que arremessara num dos seus ataques de desespero, se encontrava, e, sem muito interesse pegou nele sussurrando – ainda duras! É impressionante, como ao fim de tantas quedas ainda funcionas – esboçando de seguida um sorriso murcho. Voltando para onde havia adormecido, Samantha sentou-se sem grande interesse com o que calcava, e carregou na tecla do seu telemóvel, a sua melhor amiga, Jessica era assim que esta se chamava, apoiara Samantha nas piores e melhores etapas da sua vida, conheciam-se desde pequenas, e faziam tudo juntas, as duas possuíam um poder magnifico, faziam uma dupla imbatível, e acima de tudo protegiam-se, uma a outra. Jess, que tinha achado estranho a maneira como Sam andava naqueles dias havia lhe enviado imensas mensagens, e não obtivera qualquer resposta. Entretanto, ao constatar que eram muitas as mensagens e chamadas não atendidas realizadas pela amiga, Samantha achou melhor ligar à amiga, era certo que iria ser obrigada a ouvir um raspanete, mas isso aconteciria mais tarde ou mais cedo, então procurou na sua lista o nome da sua amiga, e carregou mais uma vez na tecla verde, esperando que ela atende-se:

ESTOU – Jessica havia atendido o telemóvel quase a gritar, da sua voz transparecia uma irritação tamanha.

Sim! Jess, está tudo bem – respondeu Samantha com uma sobrancelha franzida, sabendo o que viria… - o de sempre - pensara ela.

Aii sim?? Está querida - era notória as palavras irónicas da amiga, Sam não estava preocupada, era normal aqueles ataques de preocupação exagerada - Tens NOÇÃO do quanto preocupada me deixas-te? Fartei-me de te ligar minha estúpida, nem as mensagens respondias! Eu vou-te esganar, acredita que sim – enquanto a amiga de Samantha gritava, esta, colocara o telemóvel em modo altifalante, e começará a repor tudo nos seus devidos lugares; desligando o portátil sem se quer olhar para o ecrã, e arrumado alguns livros, respondendo em seguida, com uma voz calma, e cheia de paciência - Desculpa amore, estava a estudar e não ouvi o telemóvel! Sabes que tenho exames para a semana – mentiu – desculpa, não foi por mal – acrescentando. Ao ouvir aquilo,, Jess tinha franzido a sua sobrancelha esquerda, desta vez de uma maneira calma, e com um tom de preocupação na sua voz doce disse: – e que tal não mentires Sam? Eu sei que estiveste a chorar, nota-se na tua voz. Não me enganas mana. Outra vez?? – em seguida fez-se uma pausa, o silêncio predominava naquele momento, Samantha odiava quando ela vinha com aquela conversa, sabia muito bem o porquê dela chorar, para quê voltar perguntar? A amargura crescia dentro de Sam’ e não conseguindo conter dentro dela essa magoa, respondeu à sua melhor amiga de uma forma um pouco rude – Se sabes para quê que preguntas? Yah! Foi isso tudo o que tu sabes, porra… deixa-me em paz! Sabes que não gosto de falar nisso, é um assunto encerrado. – uma lágrima voltara rolar pela face de Sam, no entanto num gesto rápido ela a limpou, e pensou – outra vez não – Jess, ao notar que não valeria a pena conversar com ela agora, pois ela não a ouviria, respondeu um simples, - Ok, tu é que sabes,- e desligou deixando Sam pensativa.

    Aquela conversa tinha trazido a Sam’ as lembranças que ela tentava reprimir dentro da sua mente, imensas lágrimas começaram a rolar pela face da jovem, quando como se volta-se no tempo, ela voltou a reviver tudo aquilo.

Flashback

     Era Inverno, e numa praia nos arredores da Califórnia* encontravam-se, sentados numa areia branca, dois lindos jovens abraçados a olhar o mar agitado naquela época. A jovem sorria abertamente, enquanto que o jovem possuía um semblante pesado, e muito pensativo.

     Os jovens estavam ali a horas, quando já cansado de permanecer ali, o jovem se levantou e com ele arrastou a jovem. Pegou-lhe muito calmamente nas mãos, os seus olhos estavam mais escuros que o normal, não sustentava qualquer sorriso na face, a jovem ao aperceber-se, o seu sorriso desvaneceu, e no seu lugar estava agora uma interrogação, Sam não fazia ideia do que se passava, mas algo lhe dizia que não era bom. Então, como respondendo à pergunta dela, o jovem falou – Desculpa Samantha – e uma lágrima rolou pela sua face – espera, deixa-me acabar – disse quando notou que a jovem o iria interromper – eu sei que tu não vais concordar comigo, sei que vais tentar que eu mude de ideias, mas não faças isso… peço-te – enquanto o jovem falava, Sam sentia que algo iria acabar por desabar, as suas pernas estavam bambas, e sentiu uma fraqueza apoderar-se dela por completo, no entanto não ousou interromper o dono do seu coração, ouvindo-o com temor – nós, somos tão diferentes, as nossas vidas não correspondem em nada! Nós vivemos em lados opostos sabes. Os teus amigos nada têm a ver com os meus, eu estou habituado a estas coisas malucas, e loucuras completamente descabidas, tu não. És a calma em pessoa, não tens aventuras… - o jovem havia parado de falar, e agora olhava em direcção ao mar, não tinha coragem de olhar Samantha nos olhos, e então como um sussurro lhe disse, o que deveria ter dito antes de tudo começar – não podemos ficar juntos – Samantha caiu imediatamente na areia, e as lágrimas rolavam incessantemente pelo seu rosto, as mão agarravam com força a areia. Tudo tinha acabado naquele momento, as suas forças desapareceram, e num murmúrio quase inaudível disse – o quê? – O jovem voltara-se, agora olhava em direcção ao parque, e sem coragem para mais nada, respondeu um pequeno – desculpa -, saindo a correr de perto dela. Naquele momento, a vida de Samantha acabara. Ela amara-o tanto, e ele havia sido um cobarde, a partir desse dia as coisas complicaram, a jovem chorava incontrolavelmente, os dias eram passados na cama em que a sua almofada era a sua confidente. Levara imendo tempo para perceber que tinha de continuar com a sua vida…

Fim do Flashback

     Sam deitara-se agora sobre a sua cama, e fechara os olhos. – o pior já passara – pensou ela

     Entretanto, num outro ponto da cidade, um jovem alto com o cabelo escuro e uns olhos pretos expressivos, caminhava apoiando-se numa parede. À sua volta eram vistos milhares de outros rapazes, e raparigas. Todos eles bêbados, sem excepção, gritando e agitando as mãos no ar. Gui, era assim que se chamava o rapaz de olhos pretos, arrepiara-se por instantes, e olhava agora à sua volta, aquilo era só loucura, o típico Sexo Drogas and Rock and Roll, então num grito alucinado e inaudível, pela forte musica que se fazia sentir no local, exclamou – ela nunca poderia viver nisto. Nunca! Ela é mais que tudo isto, e merece mais… Eu não a mereço, NÃO - uma lágrima caiu dos seus olhos se misturando-se com o seu suor, a parede deixou de ser um pilar, deixando-se desfalecer no chão no meio daquela multidão.

The End

 

---------------------------------------------------------------

 

* Eu não faço a minima se na California à inverno 'frio'. Mas eu NUNCA fui boa a geografia, portanto... Não sabia o que por, tinha colocado Londres, mas existem praias por lá?! xD Eu sou um máximo!!

¨Eu tinha dito que não ia colocar aqui, mas hoje apteceu-me!! É uma historia SUPER pequena, eu não escrevo nada com mais de um capitulo, pois perco o raciocionio se o faço! x) Tá simples, e triste... é só mais uma tentativa frustada de aprender a escrever!! xD Gostava de Criticas Construtivas pode ser?! PLEASE!! ; P

Não tenho um titulo, aceito seguestoes.

Beijinho

Scribbles Meddlyn às 15:57
Link | Coment | Add.Fav
7 comentários:
De , a 14 de Janeiro de 2008 às 17:12
até te fazia uma Critica Construtiva, mas dizer qe tesn mais qe geito para isto acho qe já chega.
Oh Meu Deus a maneira como utilizas as palavras , a maneira como jogas com os sentimentos , nao há palavras para esta peqena história , tá mesmo magnifica , esplêndida *.*
(desculpa a invasao *)


De TokioHotel-News a 14 de Janeiro de 2008 às 18:29
obrigada pela informação e pelo elogio . ;D
Beijinho *


De ♪ Ana a 14 de Janeiro de 2008 às 20:39
Vou Tentar fazer uma critica construtiva... vamos lá ver o que sai daqui

Gostei bastante da maneira como descreves tudo ao pormenor. Acho que dá muito conteudo à historia
Os sentimentos estão descritos duma forma, que pelo menos a mim por momentos parece que os sinto.
" Jess, que tinha achado estranho a maneira como Medd andava " Não percebi esta parte por causa do "Medd" Ela não se chamava Samantha? Mas secalhar é mesmo só lentidão minha pq já é de natureza xD
Achei o fim triste e fica o suspense no ar. Gostava de ver desenvolvimento na história, porque dava para continuar (penso eu).
Em resumo: adorei!

Beijinhoo*


De Meddlyn a 14 de Janeiro de 2008 às 23:12
-.-' A Lerda aqui SOU EU!
Opá, é que eu nao tinha estes nomes na história. Tive que, à ultima da hora modificar, pois como na altura que a escrevi nao havia inteligencia para nomes e coloquei pra lá o 'meu'! xD Ao editar, esse passou-me ao lado. Não sei pq mas tinha a sensação q havia deixado erros. mas cmo tinha d ir estudar fiqou.se! -.-'

Obrigado pela critica construtiva! ; D
A historia poderia sim, ter uma continuação! Mas só se eu conseguir ter imaginação! Não sei... gostei do fim dramatico dela! As coisas nem sempre correm como queremos né! Talvez, se conseguir, eu continue! Mas se o fizer, não me estendo por muito mais. xD Não gosto de historias demasiado compridas, pq dps perco-me no meio do raciocionio, e passo a repetir! -.-' Sucks

Beijinho



De Pat a 14 de Janeiro de 2008 às 21:20
Gostei .. gostei siiiM!

Mais..
Claro que podes usar! ^^


Beijos


De joanna a 14 de Janeiro de 2008 às 22:33
tá lindo (':
a maneira como usas as palavras *_*
mesmo lindo < 3
também nunca foi boa a Geografia xD


De Meddlyn a 14 de Janeiro de 2008 às 23:13
Obrigadoo! ;D
Geo Sucks!!
;D


Coment